
Os sapos pertencem ao grupo dos anfíbios. A palavra "anfíbio" vem do grego e significa “ vida dupla ” (amphi=duplo, bios=vida). Este nome deve-se a uma característica particular deste grupo de animais: vivem a primeira metade da sua vida na água e a segunda metade da sua vida em terra. Dentro dos anfíbios, e junto com os sapos, os sapos pertencem à ordem anura (que são anfíbios que não possuem cauda pós-cloacal).
Como os sapos respiram?
Antes de esclarecer onde respiram os sapos, é importante saber como eles respiram. Como veremos a seguir, os sapos apresentam vários tipos de respiração ao longo da vida. Os principais respiração do sapo são:
- Respiração branquial
- Respiração Pulmonar
- Respiração cutânea
A seguir, discutiremos cada um desses tipos de respiração em sapos. Se, além dos sapos, você se interessa por anfíbios em geral, pode dar uma olhada neste outro artigo do nosso site sobre Onde e como os anfíbios respiram?
Respiração branquial em sapos
Você já se perguntou como os sapos respiram na água? Em sua fase larval, os anuros possuem brânquias externas que lhes permitem respirar através de troca gasosa com águaA água entra pela boca e sai pelas fendas branquiais, onde ocorrem as trocas gasosas graças aos vasos capilares associados aos filamentos que compõem as brânquias.
Em paralelo, brânquias internas se desenvolvem abaixo de onde estavam localizadas as externas. Poucos dias após a vida, por metamorfose, as brânquias externas são cobertas por uma dobra tecidual chamada opérculo, que deixa apenas uma ou duas pequenas aberturas para o exterior chamadas espiráculos. A partir deste momento, as larvas passam a utilizar as brânquias internas para as trocas gasosas e, nos últimos estágios de sua metamorfose, perdem essas brânquias e desenvolvem pulmões
Agora que você sabe como os girinos respiram, descubra mais Animais que respiram por guelras aqui.

Respiração pulmonar em sapos
Durante a fase adulta, os sapos têm dois pulmões e nenhum diafragma, por isso devem fazer movimentos convulsivos com a garganta para gerar entrada de ar e saída. A respiração pulmonar na maioria dos sapos ocorre através de uma bomba de boca em duas etapas:
- Inicialmente, a cavidade oral é aberta por contrações do assoalho oral, gerando ar fresco carregado de oxigênio para entrar de fora.
- Ao mesmo tempo em que a cavidade oral é aberta, os pulmões são comprimidos expelindo os gases já utilizados, que possuem pouca carga de oxigênio.
Parte desse gás usado é liberado de volta ao meio ambiente pelas narinas, e outra parte é misturada com o ar recém-ingressado no cavidade oral. Dessa mistura, uma parte volta para a atmosfera pela boca e outra parte vai para os pulmões. A expiração é causada por uma retração elástica das paredes do corpo e dos pulmões.

Respiração cutânea em sapos
No entanto, existe um terceiro modo de respiração nesses animais, que os acompanha durante toda a vida: a respiração cutânea. Isso mesmo, eles também respiram pela pele! A pele dos anfíbios é altamente permeável e vascularizada, permitindo que o oxigênio passe da superfície para o sangue. Além disso, possuem glândulas que secretam um muco que os mantém úmidos, o que facilita as trocas gasosas.
Problemas de conservação
O fato de apresentar um tipo de respiração cutânea exige que a pele das rãs seja amplamente permeável, o que as torna muito sensíveis às condições de seu ambiente. São vulneráveis à poluição, o que os torna excelentes indicadores do estado de seu meio ambiente. Essa característica também os torna vulneráveis à desidratação devido ao aumento da temperatura. Esses fatores são algumas das principais causas que explicam o fenômeno chamado “ Declínio Global das Populações de Anfíbios”, que anuncia que este é um dos mais afetados em termos de perda de biodiversidade causada pelas mudanças que nosso planeta vem sofrendo nos últimos anos.
No entanto, não só os sapos respiram pela pele, mas há muitos outros animais que respiram pela pele. Se você quiser conhecê-los, dê uma olhada neste outro artigo do nosso site sobre Animais que respiram pela pele.

Rãs sem pulmões
Como em todos os grupos animais, cada espécie possui características ecológicas próprias, o que as leva a apresentar diferentes adaptações de acordo com seus estilos de vida. Assim, há variabilidade nos mecanismos respiratórios de cada espécie.
O caso mais extremo é o da espécie Barbourula kalimantanensis, que não tem pulmões e usa apenas respiração cutânea. Esta espécie possui dobras na pele, que aumentam a superfície de troca gasosa.